Equação da Competência

Muitas vezes, direta ou indiretamente, tenho ouvido a pergunta de quais são ou serão os conhecimentos exigidos pelo mercado de trabalho. Pergunta colocada de forma simples mas com uma enorme complexidade e várias implicações. Quem pergunta normalmente está muito interessado na resposta, ou por ser um pai responsável, ou um profissional em fase que qualificação ou mesmo uma instituição de ensino disposta a oferecer algo moderno e impactante.

Parece que todos nós ao mesmo tempo fomos convencidos de que o melhor investimento a fazer é “comprar” conhecimentos e desenvolver habilidades. Procuramos as melhores escolas e cursos. Participamos ou fazermos com que nossa equipe do trabalho e mesmo nossos filhos adquiram cada vez mais conhecimento. Curso de inglês, espanhol, tênis, futebol, música, comunicação, MBA, especializações e inúmeras reciclagens ocupam nosso planejamento de vida. Parece até que os certificados nos tiram um certo peso da consciência, tornando-nos inculpáveis de um eventual fracasso e merecedores de um sucesso prometido.

Tudo isso contribui para os conhecimentos e habilidades. Mas e as ATITUDES?

As atitudes são formadas ao longo da vida. São moldadas por convicções e valores apresentados em experiências únicas. Exigem diálogos longos e sinceros, explicações dos por quês e, acima de tudo, de exemplos.

As atitudes é que aplicam corretamente os conhecimentos e conduzem as habilidades em causas nobres e justas.

Visualizo as atitudes como um fator de multiplicação. Tenho em mente uma equação que soma os CONHECIMENTOS às HABILIDADES e os multiplica pelas ATITUDES, algo que poderia ser demonstrado numa fórmula Co = [(C + H ) x A], onde Co = Competência, C=conhecimento, H = Habilidade e A = Atitudes.

Dessa forma é possível perceber que todo o acúmulo de conhecimentos, somado a todas as habilidades, somente serão realmente valorizadas a partir das ATITUDES. Notem que qualquer número, por maior que seja, ao ser multiplicado por zero necessariamente se torna ZERO também. Se multiplicado por 0,5 sobrará apenas 50% do numero original. Se essa equação realmente existisse poderíamos dizer que uma pessoa com 3 Conhecimentos, 2 Habilidades e 2 Atitudes teria 10 Competências [(3c + 2h)*2a] = 10, enquanto outra pessoa com o mesmo numero de Conhecimentos e Habilidades mas com nenhuma atitude teria NENHUMA COMPETËNCIA [(3c + 2h)*0a] = 0.

Enfim, se quisermos ampliar nossas chances de sucesso sugiro investirmos mais na identificação e desenvolvimento de atitudes nobres e valorosas. Como sugestão recomendo interpretar nossas próprias atitudes e as motivações por traz de nossas ações sem logicamente descuidar da busca permanente de conhecimentos e habilidades importantes.

Como já dito: Atitude é TUDO!

Robinson Carreira
Administrador, Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela FGV
Sócio-Diretor de Projetos de Consultoria Organizacional na Carreira Müller
robi@carreira.com.br

Práticas de RH – Estudo sobre Bolsa Estágio e Trainees

Veja o estudo elaborado pela divisão de Pesquisa da Carreira Müller, com informações referentes a remuneração praticada no mercado brasileiro, em programas de estágio e trainees.

Personalgrama: as estruturas organizacionais e os desafios da gestão

É muito interessante como as organizações se estabelecem numa estrutura de cargos e posições funcionais, muito adaptativas na busca do estilo ”Personalgrama” (mais em pessoas do que nos requisitos do cargo).

Tudo muito natural no mundo corporativo, pois as relações se estabelecem a partir do convívio diário com as pessoas que nos rodeiam e de onde se dá o “start” para o desafio de se criar Lideranças para gerir os negócios e outras pessoas.

Observa-se esse contexto mais acentuadamente nas empresas familiares, pois toda uma história da empresa foi assentada, ao longo do tempo, em cima dos sempre leais funcionários que iniciaram sua vida profissional junto com o empresário – empreendedor.

Percebe-se claramente ainda a relação de “estima e consideração” nessa relação, o que de certa forma é um fator substancial nas relações humanas do trabalho.

Todavia, o tempo, como “senhor da razão”, torna-se imparcial e começa a minar essa relação, pois desponta no empresário um forte desejo de mudanças na empresa, visando seu fortalecimento, principalmente quando a mesma já adentra no seu período de maturidade organizacional.

Essas mudanças, sempre muito mais acentuadas no nível de Gestão da Organização, onde os “fiéis escudeiros” do passado, hoje se posicionam na Gestão de departamentos/áreas e de pessoas, como os grandes “baluartes” do negócio que dirigem.

Porém aos olhos do empresário-empreendedor, já não são mais vistos como aqueles que “tudo solucionam e muito agregam” para a organização.

Nada disso seria incomodo se a relação do nosso ”Personalgrama” persistisse como lá do começo de nossa história.

Porém essa relação já não resiste ao tempo, que imprime as regras e as exigências para que o negócio possa prosperar, bem como os requisitos dos cargos de Gestão a serem ocupados.

O mercado (como sempre), é que demonstra sua necessidade e aí vem a questão de quem é o “ônus”, por esse despreparo funcional na Gestão e a degeneração na relação tão boa do passado?

Talvez, e como se trata de uma relação (e numa relação há sempre mais de um envolvido), o “ônus” desse desgaste, sempre será das partes envolvidas, do empresário-empreendedor pelo não desenvolvimento com primazia daquele recurso humano de valia extraordinária do passado (pedra bruta a ser lapidada).

Pelo outro lado, do atual Gestor (antigo fiel escudeiro), por não buscar a melhoria contínua através do pleno conhecimento, do desenvolvimento pessoal/profissional e principalmente pela inobservância da regra básica do Gestor em buscar servir sempre antes de se posicionar na posição de ser servido.

J. Ignácio Ambiel Filho
Administrador de Empresas – Especialização em RH – INPG
Sócio-Gerente Projetos de Remuneração na Carreira Muller

Nova versão do Join RH

A versão 12.03 do Join RH foi lançada nesta quarta-feira, dia 4 de março.

Diversas melhorias e novos recursos foram integrados aos módulos Administrativo e Gerencial.

Caso você já seja um dos nossos clientes, irá receber em breve as informações para realizar a atualização.
Caso você ainda não seja um dos nossos clientes, entre em contato conosco para conhecer o Join RH e solicitar uma apresentação.

Desejamos a todos uma Feliz Páscoa!

Concessão de Automóvel para Executivos (2012)

O benefício de modo geral tem como objetivo atrair, reter e tranquilizar as pessoas. Denominado como salário indireto corresponde a uma parte considerável do MIX da Remuneração Total.

Quando o assunto é benefícios para executivos, a questão concessão de veículo (uso pelo trabalho e para o trabalho) é um dos benefícios de maior impacto no quesito atração e retenção.

Independente se designado, consignado, locado ou concedido por meio de subsídios (a empresa subsidia uma quantia em dinheiro para compra e despesas), o Brasil está entre os países que mais concedem o benefício.

A concessão de veículo para executivos, como parte do pacote de benefícios tem sido aplicada pelo mercado brasileiro há muito tempo. Embora com grande incidência, temos percebido que devido ao declínio da economia e do baixo crescimento das receitas, principalmente as multinacionais, têm reavaliado suas políticas de concessão de automóveis.

Em análise ao banco nacional de pesquisa da Carreira Müller, banco que hoje contempla mais de 600 organizações multinacionais e nacionais de grande, médio e pequeno porte, encontramos o seguinte cenário.

Presidentes e Vice-Presidentes

  • 57% concede veículo com valores acima de R$ 150.000
  • 32% concede veículo com valores entre R$ 100.000 a R$ 150.000
  • 02% concede subsídios para compra ou ajuda de custo mensal.
  • Em 09% das empresas o benefício não se aplica.
  • Em 39% dos casos o veículo é blindado.
  • Quando ocorre a concessão do veículo por parte da empresa, em 68% dos casos o veículo é designado e 32% o veículo é locado.
  • Em cerca de 85% dos casos a troca de veículo varia entre 02 a 03 anos
  • Todas as despesas, incluindo manutenção, seguro, IPVAs, DPVATs, licenciamento e combustível ficam por conta da empresa quase que na totalidade dos casos.

Diretores

  • 43% concede veículo com valores entre R$ 100.000 a R$ 150.000.
  • 42% concede veículo com valores entre R$ 75.000 a R$ 100.000
  • 02% concede subsídios para compra ou ajuda de custo mensal.
  • Em 13% das empresas o benefício não se aplica.
  • Em 18% dos casos o veículo é blindado.
  • Quando ocorre a concessão do veículo por parte da empresa, em 68% dos casos o veículo é designado e 32% o veículo é locado.
  • Em cerca de 85% dos casos a troca de veículo varia entre 02 a 03 anos
  • Todas as despesas, incluindo manutenção, seguro, IPVAs, DPVATs, licenciamento e combustível ficam por conta da empresa quase que na totalidade dos casos.

Alta Gerência (Gerentes Srs. ou Gerentes Executivos)

  • 49% concede veículo com valores entre R$ 75.000 a R$ 100.000
  • 27% concede veículo até R$ 75.000
  • 09% concede subsídios para compra ou ajuda de custo mensal.
  • Em 15% das empresas o benefício não se aplica.
  • Quando ocorre a concessão do veículo por parte da empresa, em 59% dos casos o veículo é designado e 41% o veículo é locado.
  • Em cerca de 85% dos casos a troca de veículo varia entre 02 a 03 anos
  • Todas as despesas, incluindo manutenção, seguro, IPVAs, DPVATs, licenciamento e combustível ficam por conta da empresa quase que na totalidade dos casos.

Gerência

  • 22% concede veículo com valores entre R$ 75.000 a R$ 100.000
  • 43% concede veículo até R$ 75.000
  • 14% concede subsídios para compra ou ajuda de custo mensal.
  • Em 21% das empresas o benefício não se aplica.
  • Quando ocorre a concessão do veículo por parte da empresa, em 54% dos casos o veículo é designado e 46% o veículo é locado.
  • Em cerca de 85% dos casos a troca de veículo varia entre 02 a 03 anos
  • Todas as despesas, incluindo manutenção, seguro, IPVAs, DPVATs, licenciamento e combustível ficam por conta da empresa quase que na totalidade dos casos.

Informações Adicionais

  • Independente do nível, em 64% dos casos a empresa define as marcas e modelos e em 36% o executivo pode escolher a marca e modelo, respeitando os valores estipulados para o seu nível.
  • 78% das empresas dão a primeira opção de compra ao executivo e caso não queira leiloa internamente. Os valores variam, na sua grande maioria, entre 70% a 80% do valor de mercado (tabela FIPE e Revistas Especializadas).
  • Veículo Designado: 63% das empresas estão considerando o uso do veículo nos finais de semana, feriados e férias como uso pessoal, e neste caso incluem em folha de pagamento (respeitando a proporcionalidade) como proventos e descontos para formar base de cálculo do INSS e FGTS.
  • Veículo Locado: Quando locado, 77% das empresas descontam, na sua grande maioria, valores entre R$ 210,00 a R$ 290,00 por mês para custear parte do valor de locação, entendendo que o valor descontado equivalente ao uso em caráter particular nos finais de semana, feriados e férias.