Previdência Privada: Vesting

Vesting ou benefício proporcional diferido são regras que determinam como será o acesso do funcionário ao fundo de previdência privada caso haja quebra do vínculo empregatício.

Por parte da empresa, o plano de previdência é tributado como item de atratividade no recrutamento e classificado como item nobre do pacote de benefícios. O vesting é composto por regras visando a retenção. Generosas fatias que podem chegar a 200% do montante contribuído pelo funcionário somente serão integralmente resgatados em situações onde o participante tenha preenchido todos os requisitos do plano.

Por parte dos funcionários, este é um termo pouco conhecido e precariamente analisado.

A regra mais comum de mercado é carência de 5 anos, onde ocorrendo  quebra do vínculo empregatício inferior a este período o funcionário não terá acesso à parte depositada pela empresa. A partir deste período o funcionário é elegível ao montante parcial do fundo composto pelas contribuições da empresa e este montante cresce proporcionalmente ao período de permanência do funcionário na empresa. Em média, com 20 anos de empresa os funcionários têm direito a 80% dos depósitos da empresa.

Outras regras para eventual quebra do vínculo empregatício, como Autopatrocínio (permanência no plano onde a totalidade das contribuições previdenciárias é feita pelo participante), Portabilidade (possibilidade de transferência das reservas técnicas do participante de um plano de previdência privada para outro) e Resgate (retirada total das contribuições) também devem ser analisadas.

Portanto, ao se avaliar a atratividade e competitividade de um plano de previdência privada, as regras de vesting são tão importantes como a potencialidade de contribuição da empresa e rentabilidade do fundo.

Flavio Pavan
Administrador, Pós-Graduado em Comunicação com o Mercado pela ESPM
Coordenador de Projetos de Remuneração na Carreira Müller
flavio@carreira.com.br

Deflatores (Diferenças) Salariais no Mercado Brasileiro – Janeiro de 2012

Os deflatores ou diferenças salariais são indicadores essenciais e indispensáveis para a gestão da remuneração, possibilitam avaliar e medir a relação salarial entre cidades, micro, macro regiões e estados.

A seguir apresentamos as diferenças salariais entre a Grande São Paulo e algumas das principais capitais, cidades e polos industriais brasileiros. Como referência usamos nosso Banco Nacional de Pesquisa (Consulta Salarial), banco composto por mais de 600 organizações multinacionais e nacionais de grande, médio e pequeno porte, com dados atualizados até janeiro de 2012.

O estudo contempla os cargos executivos e profissionais subdividos em Diretoria, Gerência Sênior (Alta Gerência), Gerência, Coordenadores/Chefes, Especialistas (Especialistas, Consultores e Assessores de Carreira Y), Engenheiros e Analistas/Técnicos.

O nível operacional não foi contemplado na análise.

Recompensas por Desempenho

Incentivos com foco duplo

Avaliar tanto o desempenho individual como o desempenho em equipe parece-nos ser uma modalidade que busca estabelecer nas recompensas um sinal poderoso de incentivo remuneratório.

“As pessoas farão o trabalho pelo qual são pagas. Se você quer que elas trabalhem em equipe, mas concentrar suas energias em recompensá-las individualmente, poderá não haver cooperação significativa.”

Para um sistema de incentivo de foco duplo ser eficaz, os funcionários precisam saber especificamente quanto conta o desempenho em cada âmbito, por exemplo: 40% para o desempenho individual, 60% para o desempenho da equipe.

Tal precisão e clareza comunicarão sem ambiguidade que tipo de resultados você valoriza e oferecerá orientação sobre como os funcionários devem se comportar.

Métricas do desempenho individual e do desempenho em equipe

Tanto quanto for possível, use as mesmas medidas, ou medidas semelhantes, para avaliar ambos os desempenhos.

O primeiro passo é padronizar as medidas usadas para avaliar funcionários.

As medidas podem ser agrupadas em quatro categorias: financeira, clientes, operacional/ processos e resultado das pessoas.

Por exemplo:

  • a medida financeira de um gerente de vendas incluiria vendas e lucratividade;
  • as medidas do atendimento ao cliente conteriam nível de satisfação do cliente; 
  • sua habilidade de perceber eficiência operacional entraria na medida operacional/processos;  
  • e o resultado das pessoas envolveria a habilidade dos funcionários em cumprir suas metas.

Procurar sempre instituir uma premiação adicional para as equipes que alcancem ou excedam seus objetivos.

A medida usada para mensurar o desempenho de equipe pode adotar as mesmas quatro categorias das medidas individuais.

Relacionamento Interpessoal

Alimentar um desempenho forte de uma equipe enquanto se encorajam os indivíduos a brilhar em atuações solo demanda uma gestão emocionalmente inteligente e ágil.

O líder “deve promover o empowerment da equipe como um todo, para criar um ambiente no qual todos se sintam encorajados”.

Mas cada membro precisa sentir-se apoiado.

O resultado provável: os indivíduos, por saberem que estão sendo reconhecidos, contribuirão mais para o sucesso da equipe do que fariam em outra situação.

José Ignácio Ambiel Filho
Administrador, Especialista em Recursos Humanos pelo INPG-Campinas
Sócio-Gerente de Projetos na Carreira Müller
ignacio@carreira.com.br

Plano de Carreira? Qual a aplicação?

Não pretendo aqui desenvolver uma tese sobre os modelos de carreiras que devam ser oferecidos pelas empresas, mas sim sugerir ações e processos simples que possam auxiliar profissionais e empresas na administração da carreira profissional.

Até hoje, ouvi centenas de vezes afirmações contraditórias a respeito da responsabilidade da empresa em oferecer um plano de carreira. Por um lado, temos aqueles que acreditam profundamente que a carreira profissional é algo particular e que cada um deve administrá-la com competência e individualidade. Por outro lado, temos os que defendem o planejamento dos cargos e carreira por parte da empresa, oferecendo oportunidades iguais e justas para todos chegarem ao que chamaríamos de topo profissional possível.

Chego à conclusão de que todos estão certos e errados, pois suas teses estão fundamentadas em histórias pessoais. Algo aconteceu com sua carreira que foi muito boa ou desastrosa. Alguns executivos olham para o modelo militar ou serviço público e com certo desdém apontam falhas no sistema de carreira. Outros olham para os mesmos sistemas e os consideram justos, atraentes e motivadores.

Parece-me que não há outro motivo para investir tempo e energia nesse tema que não seja atração e retenção de pessoas nas empresas, e isso atualmente todos os empresários e gestores estão muito preocupados porque não tem gente qualificada disponível e as fórmulas “pague-mais-para-trazer” e “dê-aumento-para-não-perder” estão esgotadas.

Recentemente, visitei duas empresas na mesma semana. A primeira, uma multinacional com nome conhecido e de grande porte, reclamava de perder profissionais para empresas e negócios mais jovens, onde o empreendedor consegue oferecer oportunidades e benefícios que ela não pode por ter que seguir políticas globais. A segunda empresa, capital nacional, pequeno porte e jovem, reclamava das grandes empresas que “roubavam” seus talentos com seus pacotes de salários imbatíveis.

Concluo que todos têm o mesmo problema e é exatamente nesse momento que um plano de carreira pode fazer a diferença.

Refiro-me à forma com que as possibilidades de carreira são analisadas, discutidas e transmitidas. Deixar de pensar nisso é contar com a sorte, é deixar de planejar, ouvir pouco e pagar caro demais. Já passou o tempo em que bastava cobrir a oferta ou oferecer uma promoção para o “talento” não ir embora. Quando “ele” decide ir é porque o concorrente discutiu as possibilidades, ouviu seus desejos e ofereceu oportunidades imediatas e futuras. Infelizmente, quem perdeu, na melhor das hipóteses, fará isso com outro profissional, pois esse já se foi.

Robinson Carreira
Administrador, Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela FGV
Sócio-Diretor de Projetos de Consultoria Organizacional na Carreira Müller
robi@carreira.com.br

Feliz Natal e um Ótimo Ano Novo!

A equipe do Join RH deseja a todos os nossos clientes, parceiros e colaboradores um Feliz Natal e um Ótimo Ano Novo!

Aproveitamos também para informar que estaremos ausentes entre os dias 26 e 30/12.