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Previdência Privada: Vesting

Vesting ou benefício proporcional diferido são regras que determinam como será o acesso do funcionário ao fundo de previdência privada caso haja quebra do vínculo empregatício.

Por parte da empresa, o plano de previdência é tributado como item de atratividade no recrutamento e classificado como item nobre do pacote de benefícios. O vesting é composto por regras visando a retenção. Generosas fatias que podem chegar a 200% do montante contribuído pelo funcionário somente serão integralmente resgatados em situações onde o participante tenha preenchido todos os requisitos do plano.

Por parte dos funcionários, este é um termo pouco conhecido e precariamente analisado.

A regra mais comum de mercado é carência de 5 anos, onde ocorrendo  quebra do vínculo empregatício inferior a este período o funcionário não terá acesso à parte depositada pela empresa. A partir deste período o funcionário é elegível ao montante parcial do fundo composto pelas contribuições da empresa e este montante cresce proporcionalmente ao período de permanência do funcionário na empresa. Em média, com 20 anos de empresa os funcionários têm direito a 80% dos depósitos da empresa.

Outras regras para eventual quebra do vínculo empregatício, como Autopatrocínio (permanência no plano onde a totalidade das contribuições previdenciárias é feita pelo participante), Portabilidade (possibilidade de transferência das reservas técnicas do participante de um plano de previdência privada para outro) e Resgate (retirada total das contribuições) também devem ser analisadas.

Portanto, ao se avaliar a atratividade e competitividade de um plano de previdência privada, as regras de vesting são tão importantes como a potencialidade de contribuição da empresa e rentabilidade do fundo.

Flavio Pavan
Administrador, Pós-Graduado em Comunicação com o Mercado pela ESPM
Coordenador de Projetos de Remuneração na Carreira Müller
flavio@carreira.com.br

Recompensas por Desempenho

Incentivos com foco duplo

Avaliar tanto o desempenho individual como o desempenho em equipe parece-nos ser uma modalidade que busca estabelecer nas recompensas um sinal poderoso de incentivo remuneratório.

“As pessoas farão o trabalho pelo qual são pagas. Se você quer que elas trabalhem em equipe, mas concentrar suas energias em recompensá-las individualmente, poderá não haver cooperação significativa.”

Para um sistema de incentivo de foco duplo ser eficaz, os funcionários precisam saber especificamente quanto conta o desempenho em cada âmbito, por exemplo: 40% para o desempenho individual, 60% para o desempenho da equipe.

Tal precisão e clareza comunicarão sem ambiguidade que tipo de resultados você valoriza e oferecerá orientação sobre como os funcionários devem se comportar.

Métricas do desempenho individual e do desempenho em equipe

Tanto quanto for possível, use as mesmas medidas, ou medidas semelhantes, para avaliar ambos os desempenhos.

O primeiro passo é padronizar as medidas usadas para avaliar funcionários.

As medidas podem ser agrupadas em quatro categorias: financeira, clientes, operacional/ processos e resultado das pessoas.

Por exemplo:

  • a medida financeira de um gerente de vendas incluiria vendas e lucratividade;
  • as medidas do atendimento ao cliente conteriam nível de satisfação do cliente; 
  • sua habilidade de perceber eficiência operacional entraria na medida operacional/processos;  
  • e o resultado das pessoas envolveria a habilidade dos funcionários em cumprir suas metas.

Procurar sempre instituir uma premiação adicional para as equipes que alcancem ou excedam seus objetivos.

A medida usada para mensurar o desempenho de equipe pode adotar as mesmas quatro categorias das medidas individuais.

Relacionamento Interpessoal

Alimentar um desempenho forte de uma equipe enquanto se encorajam os indivíduos a brilhar em atuações solo demanda uma gestão emocionalmente inteligente e ágil.

O líder “deve promover o empowerment da equipe como um todo, para criar um ambiente no qual todos se sintam encorajados”.

Mas cada membro precisa sentir-se apoiado.

O resultado provável: os indivíduos, por saberem que estão sendo reconhecidos, contribuirão mais para o sucesso da equipe do que fariam em outra situação.

José Ignácio Ambiel Filho
Administrador, Especialista em Recursos Humanos pelo INPG-Campinas
Sócio-Gerente de Projetos na Carreira Müller
ignacio@carreira.com.br

O que é Lump Sum?

Seja em épocas de crise, onde se busca reter talentos sem onerar os custos, ou diante de um mercado aquecido e competitivo, nossa atual realidade, é preciso buscar e incorporar alternativas para se remunerar.

O lump sum, um dos componentes da remuneração variável, é usado como forma de premiação em dinheiro para recompensar performances diferenciadas.

Em ascendência no mercado brasileiro, o lump sum vem sendo fornecido em substituição a um aumento salarial, o que neste caso, ao invés de ser adicionado ao salário nominal mensal, é pago na forma de um pagamento único em dinheiro.

Embora possam existir outras aplicações, o uso mais comum, pelo menos no mercado brasileiro, é a aplicação como um substituto dos aumentos por mérito para profissionais cujos salários já alcançaram o máximo do salário atribuído ao seu cargo. O lump sum entra onde para o mérito e enquanto se aguarda uma promoção.

Em atendimento à nossa atual legislação, não é possível ter salários diferentes para profissionais que desempenham as mesmas atividades e que já atingiram pelo menos dois anos na função. Fugir disto significa ter que enfrentar problemas trabalhistas. O lump sum entra exatamente aí, ou seja, deixamos de aplicar aumento de mérito quando o profissional atinge o valor permitido e/ou teto da tabela e seguimos com o lump sum, de forma a recompensar e manter motivados os profissionais cujo desempenho excede os padrões estabelecidos.

Valores de Mercado!

O que tem se visto como prática de mercado são pagamentos únicos em dinheiro cujos montantes são equivalentes ao que se pagaria como aumentos por mérito.

Por exemplo, se o profissional recebe um salário nominal mensal de R$ 3.500,00 e, por mérito, o seu salário fosse para R$ 3.675,00 (5% de aumento por mérito), pegasse os R$ 175,00 de aumento, multiplicasse por 13,33 (12 salários + 13º salário + 1/3 de férias), gerando um montante de R$ 2.332,75. Este montante é pago à parte, sem ser incorporado ao salário.

Marco Antonio Schanoski
Administrador, Sócio-Gerente de Pesquisa e Informações na Carreira Müller
marco@carreira.com.br

Atrair e, Principalmente, Reter Talentos

Diante de uma economia em expansão e de um cenário cada vez mais competitivo e inovador hoje presente nas organizações, surge a necessidade de se incorporar novas formas e alternativas para se remunerar de modo a reter e também atrair talentos.

Surge aí a remuneração estratégica que nada mais é que a aplicação de um conjunto de variáveis que visam motivar, aumentar a competitividade salarial e consequentemente reter (garantir um vínculo de longo prazo entre os funcionários e a empresa).

Dentre estas variáveis podemos citar:

  • Remuneração fixa;
  • Remuneração variável atrelada aos programas de a avaliação por competências e habilidades;
  • Benefícios flexíveis que vão além dos obrigatórios por lei, são aqueles ajustados às necessidades dos profissionais;
  • Vantagens por critérios financeiros ou não;
  • Participação acionária;
  • “Lump Sum” usado como forma de premiação em dinheiro para funcionários (por exemplo, final de faixa) com performances diferenciadas;
  • Ações ligadas à qualidade de vida, que inclui horário flexível, possibilidade para trabalhar em casa, ambientes claros, modernos, bonitos, confortáveis e que estimulam a criatividade, dia livre no aniversário, apoio ao desenvolvimento profissional;
  • PAE – Programa de Assistência aos Empregados (EAP – Employee Assistance Program) que são serviços profissionais oferecidos pelo empregador aos empregados e seus dependentes, destinados a resoluções de problemas pessoais (tabagismo, alcoolismo, drogas, depressão, stress, conflitos no ambiente familiar…), problemas financeiros (orçamento familiar, empréstimos, financiamentos, cartão de crédito…) e também problemas legais (aposentadoria, divórcios, guarda de filhos, inventários…).

Está cada vez mais difícil reter os talentos. O mercado está a todo vapor!

Se por um lado as empresas buscam, incansavelmente, alternativas para reter seus talentos, os profissionais, principalmente dos níveis executivos e também aqueles que já alcançaram seus níveis de senioridade (especialistas, consultores, másters…) buscam a qualquer preço galgar posições maiores, que inclui status, melhoria da condição financeira, da segurança e da qualidade de vida. Com o mercado aquecido, em muitos casos isto têm implicado em troca de empresa, mudanças para outras cidades e estados ou até para outros países.

Outro agravante!

Conforme citado em matéria anterior divulgada pela Carreira Müller, “Muita Oportunidade, Pouco Preparo”, temos outro agravante. Com a falta de mão de obra qualificada nota-se um movimento suicida no que diz respeito a aumentos salariais de forma desordenada, ou seja, profissionais já bem pagos estão sendo “premiados” com salários ainda maiores como forma de blindar, reter e evitar o desgaste e insucesso na busca de outro profissional para a posição e também as famosas promoções aceleradas a cargos superiores que objetiva ganhar tempo, manter o profissional “ocupado” com seu novo cartão de visitas ao invés de perdê-lo para um contratante mais astuto e rápido.

Como conviver com isto?

Para viver em meio a tudo isto é preciso ser proativo, as organizações precisam a todo o momento e de forma ágil, inovar, ir ao encontro das tendências e inovações do mercado, quebrar a burocracia, aceitar discutir e implantar mudanças. A área de Recursos Humanos tem tido envolvimento e papel cada vez mais importante e fundamental nesta questão “Os CEOs e Presidentes querem o Recursos Humanos cada vez mais ao seu lado”.

Marco Antonio Schanoski
Administrador, Sócio-Gerente de Pesquisa e Informações na Carreira Müller
marco@carreira.com.br