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Apagão de Líderes

A tranquilidade dos empresários e profissionais de RH anda abalada em função do mercado aquecido, crescimento das empresas, oscilações na economia e, consequentemente, escassez de líderes qualificados e ofertas salariais acima da média para esses profissionais.

Parece irônico a afirmação acima, pois os cargos de liderança são os mais desejados pelos profissionais em ascensão nas suas carreiras, mas ao mesmo tempo, para o RH, é um desafio encontrar líderes qualificados para ocuparem essas posições.

Nas empresas por onde passamos, sempre é muito comum encontrar o RH preocupado com processos sucessórios e qualificação dos seus líderes. Inclusive, muitas empresas possuem em seu quadro, posições de liderança que estão vagas há meses e isso pode comprometer o crescimento/desenvolvimento de seus negócios.

Apesar disso, as empresas precisam sobreviver e atualmente, para suprir a falta de líderes, elas reduzem seus critérios/requisitos de seleção e acabam antecipando a promoção de profissionais em formação para cargos de liderança e aí acabam perdendo um bom técnico e ganhando um péssimo líder. Ou ainda, buscam “profissionais prontos” no mercado a um salário acima da média e acabam causando um desequilíbrio interno.

Entretanto, apesar desse cenário assustador, é raro ver as empresas formando líderes internamente. E um dos caminhos para suprir esse gap existente é a capacitação profissional.

É hora das empresas definirem as responsabilidades e requisitos (competências comportamentais e técnicas) para os cargos de liderança, identificarem potenciais internos e trabalharem no desenvolvimento desses potenciais, para formarem novos líderes que possam agregar valor às empresas.

As empresas precisam investir tempo e dinheiro na formação de novos líderes tanto quanto investem recursos no desenvolvimento/crescimento dos seus negócios.

E, é claro, não se esquecendo de programas e políticas salariais para reter seus potenciais, caso contrário, os potenciais serão preparados para o mercado e não para a empresa que os preparou.

Camila H. Minamide Peres
Administradora, Pós-Graduada em Gestão e Estratégia Empresarial pela UNICAMP
Consultor de Projetos Organizacionais
camila@carreira.com.br

Muita Oportunidade, Pouco Preparo

Todos sabem que a economia em expansão traz consigo muitas vantagens, otimismo e renda, mas também alguns riscos. A taxa atual de desemprego menor que 7% é uma ótima notícia, mas já é possível sentir seu impacto na evolução dos salários e também nos cargos, e é nisso que vamos concentrar nossa análise.

Com a falta de mão de obra qualificada, notamos um movimento suicida em dois sentidos:

  • Aumento dos salários de forma desordenada. Quem chora mais leva. Profissionais já bem pagos estão sendo “premiados” com salários ainda maiores como forma de blindar e evitar o desconforto, desgaste e insucesso na busca de outro profissional qualificado para a posição;
  • Promoções aceleradas a cargos superiores para ganhar tempo e manter o profissional “ocupado” com seu novo cartão de visitas, ao invés de perdê-lo para um contratante mais astuto e rápido.

Parecem ações inteligentes e legítimas, mas suas consequências sempre devem ser consideradas.

A primeira consequência chamaria de “regra do jogo”. Ao ceder a uma pressão individual e pontual por salários maiores estamos dizendo que essa é a regra. Jogue esse jogo e terá sucesso. Já ouvi certo executivo dizer: “Traga uma proposta de trabalho e negociamos”. Parece até anuncio de supermercado!

A segunda consequência eu chamaria de ”lagarto grande”. Antecipar a promoção prematura de um “lagarto” não garante a força e habilidade de um “jacaré”. Continua sendo um lagarto. Um pouco grande, mas ainda lagarto. A formação genuína de um Engenheiro, Analista, Pesquisador ou Técnico Sênior exige tempo de estudo, experiência e amadurecimento profissional, mas, devido à pressão do mercado, são prematuramente promovidos pelas razões acima citadas.

Há estudos que sugerem a existência de uma linha ainda invisível entre o crescimento econômico e decréscimo da produtividade em função da falta da qualificação adequada dos profissionais. Na prática, ocorre o aumento de custos e, consequentemente, inflação. O próximo movimento pode ser a demissão dos chamados “sobre pagos” (aqueles lagartos grandes), que normalmente são desqualificados para posições equivalentes aos salários recebidos.

Não há solução simples, mas as empresas e empreendedores devem administrar esse momento com muita responsabilidade pois tudo tem consequências.

Robinson Carreira
Administrador, Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela FGV
Sócio-Diretor de Projetos de Consultoria Organizacional na Carreira Müller
robi@carreira.com.br

Treinamento e Desenvolvimento com o Join RH

Conheça o módulo de Treinamento e Desenvolvimento do Join RH e saiba como ele pode ajudar a sua empresa a atender as exigências dos auditores de qualidade e gerenciar os seus indicadores de treinamento.

Treinamento e Desenvolvimento com o Join RH

Gestão de Pessoas: O Grande Desafio

Os avanços observados nas últimas décadas têm levado as organizações a buscarem novas formas de gestão, com o intuito de melhorar o desempenho, alcançar resultados e atingir a missão institucional para o pleno atendimento das necessidades dos clientes.

Nota-se também que o sucesso das organizações modernas depende, e muito, do investimento nas pessoas, com a identificação, aproveitamento e desenvolvimento do capital intelectual. Observa-se que existe um grande esforço no sentido de mudar do antigo modelo burocrático para um modelo de gestão gerencial em que, em muitos casos, grandes avanços aconteceram como, por exemplo, a introdução de novas técnicas orçamentárias, descentralização administrativa de alguns setores, reestruturações hierárquicas e implementação de instrumentos de avaliação de desempenho organizacional.

O papel do colaborador é mais participativo, ele tem maior autonomia em suas atividades, cooperação nas decisões com seus gestores, facilidade na interação, aprendizagem, conhecem a empresa e participam dos negócios. Porém, o discurso tem que ser unido com a prática, ou seja, a gestão de pessoas tem que efetivamente acontecer na prática.

Um dos caminhos que poderá ser percorrido é o aprimoramento da gestão de pessoas, tendo como premissa a valorização do capital intelectual e a modernização do processo produtivo. A Gestão de Pessoas é caracterizada pela participação, capacitação, envolvimento e desenvolvimento do bem mais precioso de uma organização: o Capital Humano. Cabe à área de Gestão de Pessoas a nobre função de humanizar as empresas, com a grande responsabilidade na formação do profissional.

Para isso, a gestão de pessoas procura conscientizar cada colaborador de que suas ações devem ser respaldadas nos seguintes princípios:

  • Desenvolvimento responsável e ético de suas atividades;
  • Capacidade de atuação baseada nos princípios da gestão empreendedora;
  • Capacidade de realização de tarefas que incorporem inovações tecnológicas;
  • Capacidade de trabalhar em rede;
  • Capacidade de atuar de forma flexível.
  • Conhecimento da missão e dos objetivos institucionais das organizações em que atuam;
  • Dominar o conteúdo da área de negócio da organização, entre outros.

Existem algumas premissas básicas para um bom ambiente de trabalho que devem ser fomentadas pela gestão de pessoas e desenvolvidas por todos na instituição:

  • Admitir uma filosofia social de inspiração humanística – “o ser humano é o sujeito, fundamento e fim da vida social”;
  • Reconhecer o potencial humano como o recurso estratégico mais importante para o desenvolvimento e sucesso institucional;
  • Envolver e comprometer todos os servidores no trabalho de melhoria do serviço.

O treinamento é provavelmente a função de gestão de pessoal mais destacada na literatura teórica e prática sobre a melhoria da qualidade. Na chamada Era do Conhecimento, o treinamento é apresentado como o mais importante fator crítico de sucesso.

O trabalho humano em organizações tem merecido a atenção de muitos estudiosos, tentando compreender os fatores que influenciam o desempenho das pessoas no ambiente de trabalho. Isto porque tudo que uma organização é capaz de realizar depende, em última análise, das pessoas com que conta. Planejamento, marketing, direção, controle, arrecadação de fundos e as atividades fim estão diretamente relacionadas aos conhecimentos, atitudes e habilidades que as pessoas trazem e desenvolvem ao longo de sua vida pessoal e profissional. Nesse contexto, a gestão de pessoas se torna algo essencial na instituição.

O que vem a ajudar o desenvolvimento e o conhecimento da área de Gestão Estratégica de Pessoas é a visão sistêmica e holística sobre os processos organizacionais e as pessoas na relação de trabalho, ou seja, uma visão integral.

O termo Holismo vem do grego holos, quer significa todotudo. É a ideia de que as propriedades de um sistema não podem ser explicadas apenas pela soma de seus componentes. Todos os elementos fazem parte de um grande corpo. O holismo traz uma proposta de vida integral. Trata-se de um caminho que não é novo, haja vista que encontra respaldo no pensamento dos pré-socráticos. Verdadeiramente, o holismo é uma proposta que visa à superação das tradicionais relações de poder e de fragmentação.

Desenvolver a qualidade de vida vem sendo um dos grandes desafios da atualidade em várias instituições e também nas próprias pessoas, visando não só a produtividade e a motivação da pessoa humana, mas também o próprio bem estar social que esta pessoa merece, ou seja, dignidade humana.

Por fim e diante disso, buscamos propiciar à análise e reflexões das diferenças e semelhanças entre agestão de pessoasrecursos humanos, possibilitando ainda um ensaio e/ou uma breve introdução ao tema e não como uma postura determinista, ou seja, fechada, acabada, pronta.

O diálogo entre as posições diferentes enriquece a discussão e faz o papel da dialética, tão importante e necessário para o desenvolvimento social, político, cultural e educacional da sociedade.

José Ignácio Ambiel Filho
Administrador, Especialista em Recursos Humanos pelo INPG-Campinas.
Sócio-Gerente de Projetos na Carreira Müller.
ignacio@carreira.com.br

Elaborando o Plano Anual de Treinamento com o Apoio do LNT

O objetivo da área de Treinamento & Desenvolvimento é contribuir para a melhoria do desempenho das pessoas, conseqüentemente propiciando uma melhoria no desempenho global e com ganhos em qualidade, produtividade e competitividade no negócio.

Com o desafio de atingir este objetivo o T&D vive em um ciclo que envolve o Levantamento das Necessidades de Treinamento (LNT), a elaboração do cronograma do Plano Anual de Treinamento (PAT), a execução dos treinamentos e a efetiva avaliação dos resultados individuais e globais.

Mas ao tentar realizar estas atividades surgem algumas perguntas cruciais: “Por onde começar?”, “O que fazer?”, “Como fazer?”, etc. As teorias e práticas da administração apontam para vários caminhos e passos a serem seguidos. De uma forma bem simples e sucinta será exemplificado um método que faz este ciclo funcionar e ainda atender às exigências das normas da qualidade.

1º Passo – Levantar as Necessidades de Treinamento
Ao contrário do que se pensa, a responsabilidade pelo treinamento não é uma atribuição exclusiva do T&D, pois identificar necessidades e detectar problemas são responsabilidades gerenciais. Um grande erro que muitas empresas cometem é o de não envolver os gerentes no LNT. Dois dos meios mais eficazes para executar o LNT são a avaliação de desempenho e a análise das competências básicas necessárias ao cargo, ambos utilizando-se como suporte a descrição de cargos.

2º Passo – Diagnosticar os Problemas
Nesta etapa o profissional de treinamento analisará o desvio encontrado entre os requisitos necessários aos cargos e os avaliados nas pessoas, assim verificando se o problema é solucionável através de um programa de treinamento e tomando o cuidado de identificar se o treinamento justifica-se, e será um investimento para a organização, ou acabará tornando somente um benefício pessoal ao funcionário. Para este fim utilizam-se os dados levantados e organizados para mostrar as necessidades individuais e globais por treinamento e por competência em deficiência.

3º Passo – Elaborar o Programa de Treinamento
A elaboração do cronograma de treinamento terá como base o diagnóstico realizado e as prioridades identificadas pelas gerências, além, é claro, da previsão orçamentária destinada para cada área. Este cronograma pode ser feito com base semestral ou anual, necessitando sua aprovação em conjunto com as gerências envolvidas.

4º Passo – Executar os Treinamentos
Aqui temos a execução do treinamento propriamente dito, envolvendo a escolha da entidade, a convocação dos participantes, a emissão da lista de presença e dos certificados de conclusão, controle e distribuição das despesas, a avaliação de reação e de eficácia no momento adequado, e por fim a atualização do currículo das pessoas.

5º Passo – Analisar os Resultados
Todo treinamento deve ser realizado buscando-se resultados. Ao se investir em treinamento esperase que haja um aumento de produtividade e/ou qualidade, além de outros resultados. O que mais importará para a organização é estar ciente do retorno que o programa de treinamento trará para a empresa. Portanto, a análise individual das pessoas através do resultado da avaliação da eficácia dos treinamentos permite mensurar tanto a qualidade da capacitação como se a empresa está atingindo seus objetivos. Serão indicadores desses resultados o aumento da eficácia individual resultante do histórico das avaliações de desempenho (vide figura) e a evolução do desempenho por área (vide gráfico), entre outros.

LNT - Histórico

LNT - Gráfico

Esses passos apresentados não funcionam isoladamente, mais sim em conjunto uns com os outros. A falha em qualquer passo pode pôr a perder todo programa.

Cenário Atual
Hoje, quando as organizações passam por problemas financeiros, o primeiro corte de verbas é realizado em treinamentos. Isto porque os resultados concretos obtidos com o PAT não são fáceis de alcançar e demonstrar. O mundo vive uma era informatizada, com rápidas mudanças e um fluxo acelerado de informações. Nesse cenário, a área de Recursos Humanos das organizações é desafiada a exercer um papel cada vez mais dinâmico e para isso cada vez mais são necessárias ferramentas informatizadas para gerenciar e analisar essa grande quantidade de informações.

Join RH é um alicerce seguro para a empresa que almeja identificar as necessidades de treinamento e promover o desenvolvimento de pessoal.

Dotado de várias rotinas, formulários, relatórios e análises que garantem a perfeita execução de todos os passos apresentados, o Join RH possibilita que o preenchimento do LNT e a divulgação do PAT sejam feitos via Internet. Além disso, fornece recursos para suprir toda a execução dos cursos, ou seja, definir turmas, confirmar participantes, emitir convites, listas de freqüência, certificados e ainda avaliar o curso e os participantes.

Com isto, o Join RH se torna uma ferramenta indispensável para dar suporte à implantação e manutenção de um programa de certificação ISOQSTS ou VDA.

Conheça um pouco mais sobre este trabalho navegando neste site e solicitando uma apresentação.

Ricardo Vignotto Lopez
Analista de Sistemas e Mestre em Gerenciamento de Sistemas de Informação pela PUC Campinas
Sócio-Gerente de Tecnologia da Informação na Carreira Müller.
ricardo@carreira.com.br