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Recompensas por Desempenho

Incentivos com foco duplo

Avaliar tanto o desempenho individual como o desempenho em equipe parece-nos ser uma modalidade que busca estabelecer nas recompensas um sinal poderoso de incentivo remuneratório.

“As pessoas farão o trabalho pelo qual são pagas. Se você quer que elas trabalhem em equipe, mas concentrar suas energias em recompensá-las individualmente, poderá não haver cooperação significativa.”

Para um sistema de incentivo de foco duplo ser eficaz, os funcionários precisam saber especificamente quanto conta o desempenho em cada âmbito, por exemplo: 40% para o desempenho individual, 60% para o desempenho da equipe.

Tal precisão e clareza comunicarão sem ambiguidade que tipo de resultados você valoriza e oferecerá orientação sobre como os funcionários devem se comportar.

Métricas do desempenho individual e do desempenho em equipe

Tanto quanto for possível, use as mesmas medidas, ou medidas semelhantes, para avaliar ambos os desempenhos.

O primeiro passo é padronizar as medidas usadas para avaliar funcionários.

As medidas podem ser agrupadas em quatro categorias: financeira, clientes, operacional/ processos e resultado das pessoas.

Por exemplo:

  • a medida financeira de um gerente de vendas incluiria vendas e lucratividade;
  • as medidas do atendimento ao cliente conteriam nível de satisfação do cliente; 
  • sua habilidade de perceber eficiência operacional entraria na medida operacional/processos;  
  • e o resultado das pessoas envolveria a habilidade dos funcionários em cumprir suas metas.

Procurar sempre instituir uma premiação adicional para as equipes que alcancem ou excedam seus objetivos.

A medida usada para mensurar o desempenho de equipe pode adotar as mesmas quatro categorias das medidas individuais.

Relacionamento Interpessoal

Alimentar um desempenho forte de uma equipe enquanto se encorajam os indivíduos a brilhar em atuações solo demanda uma gestão emocionalmente inteligente e ágil.

O líder “deve promover o empowerment da equipe como um todo, para criar um ambiente no qual todos se sintam encorajados”.

Mas cada membro precisa sentir-se apoiado.

O resultado provável: os indivíduos, por saberem que estão sendo reconhecidos, contribuirão mais para o sucesso da equipe do que fariam em outra situação.

José Ignácio Ambiel Filho
Administrador, Especialista em Recursos Humanos pelo INPG-Campinas
Sócio-Gerente de Projetos na Carreira Müller
ignacio@carreira.com.br

O Poder do Estímulo

Poucos fatores causam tantos estímulos e desestímulos do que o salário que recebemos. Essa frase potencialmente polêmica dá margens para vários seminários e por isso merece uma explicação.

Valter Robinson Carreira

Notem que usei o termo estímulo e não motivação. Entendo que o salário não seja um motivador, mas sim um estimulante. Entendo também que o mais importante não é o número em si, mas sim o posicionamento dele em relação aos demais. Chego a essa conclusão após esses 16 anos de projetos específicos nessa área, onde pude notar que:

O papel do colaborador é mais participativo, ele tem maior autonomia em suas atividades, cooperação nas decisões com seus gestores, facilidade na interação, aprendizagem, conhecem a empresa e participam dos negócios. Porém, o discurso tem que ser unido com a prática, ou seja, a gestão de pessoas tem que efetivamente acontecer na prática.

a) Existe uma lista imaginária hierárquica de salários na mente de cada colaborador da empresa. Essa lista está na mente dos executivos e não executivos. Engenheiros de pesquisa avançada e operadores de máquinas. Todos se imaginam num ponto dessa lista, porém, acham justo estarem um pouco mais acima. Quanto mais próximo estiverem do que julgam ser o ponto justo, mais estimulados (ou menos desestimulados) estarão;

b) A maior parte das pessoas tem seus próprios critérios de justiça e o usarão sempre que a empresa não os apresentarem algo mais adequado. Já trabalhei com profissionais de alto nível cultural que julgam que a fidelidade à empresa é o fator mais importante, devendo ser recompensados com salários altos. Outros, de igual nível cultural, acreditam apenas em resultados, devendo receber mais quem entrega mais e ponto final.

c) Os acionistas ou cotistas não gostam da sensação de “jogar dinheiro fora” e analisam a folha de pagamento com suas lentes tentando colocar o dinheiro no lugar certo. Empresas internacionais têm desafios ainda superiores, pois devem analisar também em função dos cargos pares em outros países;

d) Os gestores das empresas enfrentam um enorme desafio em compatibilizar tudo isso.

Como a cultura e valores da sociedade evoluem, os fatores de estímulos também se alteram e isso torna o trabalho da Carreira Müller e de todos aqueles que estudam a remuneração algo muito dinâmico.

Ao completarmos mais um ano de organização, sentimo-nos felizes e realizados em contribuir de alguma maneira para o amadurecimento das relações do trabalho, oferecendo informações e negociando conceitos que se tornam parâmetros na administração da remuneração.

Valter Robinson Carreira
Administrador, Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas
Sócio-Diretor de Projetos de Consultoria Organizacional na Carreira Müller
robi@carreira.com.br